11/12/2019 12:26
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Globo solta nota sobre comentários de Bolsonaro: Miriam Leitão foi presa, torturada e não participou de luta armada

Jornalista foi hostilizada em feira literária e ao comentar o ocorrido, o presidente afirmou que a jornalista mentiu sobre ter sido torturada

Roberto
por Roberto Carlos

O presidente Jair Bolsonaro afirmou a correspondentes de jornais estrangeiros na manhã de sexta-feira (19) que a jornalista Miriam Leitão foi presa quando estava indo para a Guerrilha do Araguaia, para tentar impor uma ditadura no Brasil e repetiu duas vezes que Miram mentiu sobre ter sido torturada durante os governos militares.

No mesmo dia, em nota durante o Jornal Nacional, a Rede Globo afirma que:
"Essas afirmações do presidente causam profunda indignação e merecem absoluto repúdio. Em defesa da verdade histórica e da honra da jornalista Miriam Leitão, é preciso dizer com todas as letras que não é a jornalista quem mente.


Miriam Leitão nunca participou ou quis participar da luta armada. À época militante do PCdoB, Miriam atuou em atividades de propaganda.

Ela foi presa e torturada, grávida, aos 19 anos, quando estava detida no 38º Batalhão de Infantaria em Vitória. No auge da ditadura de 64, em 1973, Miriam denunciou a tortura perante a 1ª Auditoria da Aeronáutica, no Rio, enfrentando todos os riscos que isso representava na época.

Narrou seu sofrimento aos militares e ao juiz auditor e esse relato consta dos autos para quem quiser pesquisar.

A jornalista foi julgada e absolvida de todas as acusações formuladas contra ela pela ditadura. A absolvição se deu em todas as instâncias.

É importante ressaltar que Miriam Leitão, ao longo dos governos do Partido dos Trabalhadores, foi também alvo constante de ataques. Não questionaram, como agora, o sofrimento por que passou na ditadura, mas a ofenderam em sua honra pessoal e profissional em discursos do ex-presidente Lula em palanques, e até mesmo a bordo de avião de carreira, quando Miriam Leitão ouviu insultos e ofensas por parte de militantes petistas, que então a chamavam de neoliberal e direitista.

Esses insultos, no passado como agora, em sinais trocados, apenas demonstram a maior das virtudes de Miriam como profissional: a independência em relação a governos, sejam de esquerda ou de direita ou de qualquer tipo.

A Globo aplaude essa independência, pedra de toque do jornalismo profissional, e se solidariza com Miriam Leitão"


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