Fica 2017 seleciona 25 filmes para Mostra Competitiva

Os 15 títulos estrangeiros e 10 brasileiros vão concorrer a R$ 280 mil em prêmios

Yasmim Fleury
Por Yasmim Fleury
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A secretária de Educação, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira, anunciou a lista de filmes selecionados para a Mostra Competitiva do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2017). O júri da mostra selecionou 25 filmes, sendo 15 estrangeiros e 10 brasileiros que concorrerão a R$280 mil em prêmios. Entre os brasileiros, 4 são goianos. Nessa edição, o Fica traz filmes brasileiros e de mais 10 países: França, Japão, Chile, Irã, Bielorrúsia, Suíça, Rússia, Argentina, México e da Alemanha. Esse ano, a Mostra Competitiva recebeu a inscrição de 363 obras do mundo inteiro.

O júri de seleção do festival pelos especialistas em cinema Rodrigo Cássio (presidente), Geórgia Cynara, Juliana Corso, Márcio Júnior e Rafael Parrode. O trabalho de seleção de filmes foi realizado durante o mês de abril na Vila Cultural Cora Coralina, unidade da Seduce Goiás.

Na coletiva de imprensa do anúncio dos filmes, também estiveram o superintendente executivo de Cultura, Nasr Chaul, Rodrigo Cássio, Pedro Novaes, da equipe de produção do festival, e o presidente da Saneago, Jalles Fontoura de Siqueira, que anunciou uma mostra inédita no Fica.

Para comemorar os 50 anos da Saneago, esse ano será realizada uma mostra paralela com o tema “água”. O júri selecionou 5 filmes para essa mostra que integra a programação oficial do festival e terá  um prêmio no valor de R$ 30 mil.  O Fica também traz a tradicional mostra Fica Animado, dirigida ao público infantil, e o projeto lançado ano passado O que Fica do Fica?, com a participação de estudantes da rede escolar da região metropolitana da cidade de Goiás.

Novidades – Após três anos, a Mostra Competitiva do Fica 2017 volta para sua tradicional casa, o Cine Teatro São Joaquim. As obras de requalificação do espaço estão sendo finalizadas e ele será reinaugurado no próximo dia 25 de maio. Outra novidade é que o júri oficial do festival será composto apenas por mulheres nessa edição. O nome das profissionais será anunciado em breve.

O Fica 2017 será realizado entre 20 e 25 de junho, na cidade de Goiás. Uma obra do artista goiano Pitágoras vai ilustrar a edição desse ano. O tema do festival 2017 é “Cidades sustentáveis: Os Desafios do Século XXI”. No encerramento, o público poderá conferir um show dos artistas Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda. Toda a programação do Fica é gratuita e aberta a todos os públicos.

 

Confira a lista dos filmes selecionados:

 

Mostra Competitiva

FILMES INTERNACIONAIS

Strada Udeche [Land of Udehe] (2015, RÚSSIA, Dir. Ivan Golovnev, Documentário, 26 minutos)

Roozegari Hamoun [Once Hamoun] (2016, IRÃ, Dir. Mohammad Ehsani, Documentário, 35 minutos)

Däwit [Daewit] (2015, ALEMANHA, Dir. David Jansen, Animação, 15 minutos)

Histoires de la plaine [Stories of the plains] (2016, FRANÇA, Christine Seghezzi, Documentário, 72 minutos)

L’Ours Noir [The Black Bear] (2015, FRANÇA/BÉLGICA, Dir. Méryl Fortunat-Rossi e Xavier Séron, Ficção, 15 minutos)

Ty siudy bolsh ne verneshsia (abo vetser sumue bez miane) [You Won’t Come Back Here (or The wind is lonely without me)] (2017, BIELORRÚSIA, Dir. Dmitri Makhomet, Documentário, 78 minutos)

El Ruido de los Trenes [The Noise of Trains] (2015, CHILE, Dir. Cristian Saldía, Documentário, 67 minutos)

Railment (2017, JAPÃO, Dir. Shunsaku Hayashi, Animação, 10 minutos)

Der Block [The Block] (2015, SUÍÇA, Dir. Nadine Boller, Documentário, 10 minutos)

Extremos: Viaje a Karukinka [Extremes: Expedition to Karukinka] (2015, ARGENTINA, Dir. Federico Molentino e Juan Manuel Ferraro, Documentário, 26 minutos)

El Buzo [The Diver] (2015, MÉXICO, Dir. Esteban Arrangoiz, Documentário, 16 minutos)

Ici, Personne Ne Meurt [Nobody Dies Here] (2016, FRANÇA, Dir. Simon Panay, Documentário, 15 minutos)

Aprés le Volcan [After the Volcano] (2016, FRANÇA, Dir. Léo Favier, Ficção, 18 minutos)

The Reflection of Power (2015, FRANÇA, Dir. Mihai Grecu, Animação, 09 minutos)

Automatic Fitness (2015, ALEMANHA, Dir. Alberto Couceiro & Alejandra Tomei, Animação, 21 minutos)

FILMES BRASILEIROS (NÃO GOIANOS)

– Subsolos [Underground] (2015, PERNAMBUCO, Dir. Simone Cortezão, Ficção, 31 minutos)

“Subsolos” conta a história de um solitário porteiro de uma mineradora que vaga entre funções e oportunidades de trabalho dentro da indústria, e uma mulher que mora na fronteira de uma cava de mineração. Por causa do crescimento da cava, Rita é a última moradora que resiste ao fim do bairro e sobrevive em meio às ruínas. Rômulo, perdido entre grandes paisagens entrópicas e produtivas, decide seguir com o minério rumo a outro continente.

– Tarja Preta [Black Label] (2015, PERNAMBUCO, Dir. Márcio Farias, Documentário, 24 minutos)

“Tarja Preta” é um curta documentário sobre uma pequena cidade do interior do Brasil, Itacuruba. Descobriu-se que se trata da cidade com o maior número percentual de pessoas que sofrem de depressão no País. Este projeto tenta através dos moradores, apresentar todas as ligações entre eles, sua cidade e seus medicamentos, para assim compreender melhor o que se passa lá e o que fez esta cidade ficar assim.

– Em Torno do Sol [Around the Sun] (2016, RIO GRANDE DO NORTE, Dir. Julio Castro e Vlamir Cruz, Ficção, 12 minutos)

Em 1989 uma intensa tempestade solar causou o histórico blackout que assolou o Canadá e arredores… Muito Tempo depois o aumento das interferências solares tornou os equipamentos eletrônicos itens obsoletos… o uso de eletricidade é raro na Terra. Obsolescência programada, dependência de energia… convivendo com as escolhas tortuosas dos seus antepassados, Senhor X busca novas possibilidades.

– Martírio (2016, PERNAMBUCO, Dir. Vincent Carelli, com co-direção de Tita e Ernesto de Carvalho, Documentário, 162 minutos)

A grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio.

– Contagem Regressiva (2016, RIO DE JANEIRO, Dir. Luis Carlos de Alencar, Documentário, 92 minutos)

A cidade do Rio de Janeiro foi dilacerada pela realização dos megaeventos. Durante a preparação para os Jogos Olímpicos, toda a já histórica tradição de violência de Estado e terrorismo racial se intensificou na cidade maravilhosa.

– Ninguém Nasce no Paraíso (2015, DISTRITO FEDERAL, Dir. Alan Schvarsberg, Documentário, 25 minutos)

No paraíso da ilha de Fernando de Noronha espécies em extinção, como a tartaruga marinha, encontram políticas de preservação. Já a espécie humana encontra-se em risco de extinção diante da proibição de nascimentos na ilha, quando as gestantes são expulsas aos 7 meses de gravidez.

 

FILMES GOIANOS

– Algo do que Fica (2017, Dir. Benedito Ferreira, Ficção, 23 minutos)

Avó e neta estão de mudança da casa onde vivem no centro de Goiânia, ao lado do lote do acidente do Césio 137. Em breve a casa será demolida para a construção de um museu. Enquanto isso, uma estranha presença orbita pela casa.

– Da Margem do Rio o Mar (2017, Dir. Rei Souza, Documentário, 13 minutos)

Breve filme ensaio sobre a beira da rua.

– Real Conquista (2017, Dir. Fabiana Assis, Documentário, 15 minutos)

Em Goiânia, no bairro Real Conquista, uma mulher, marcada por um forte passado de violência, luta por melhores condições de vida.

– Terra e Luz [Earth and Light] (2016, Dir. Renné França, Ficção, 73 minutos)

Em um futuro próximo, o ser humano foi praticamente dizimado por criaturas que se assemelham a vampiros. Neste mundo em que a noite é mortal, um homem tenta sobreviver a qualquer custo, ao mesmo tempo em que tem a chance de recuperar sua própria humanidade.

 

Foto Capa: Reprodução – Rádio Bandeirantes