
As chamadas feiras especiais ganham espaço na cidade e se tornam atrativo turístico
O clima agradável da cidade atrai visitantes e moradores para as feiras especiais ao ar livre de Goiânia. Ao todo, 33 feiras desse gênero estão espalhadas pela cidade. Para o diretor de Turismo da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde), José Luiz Uzêda, Goiânia já se tornou conhecida como a cidade das feiras. “Essa é uma característica daqui, o que se explica pelo forte pólo industrial que temos na cidade, e as feiras são uma forma de comercializar esse potencial”, afirma José Uzêda.
As feiras são fundamentais para a economia formal e informal da capital. De acordo com o diretor das atividades informais da Seturde, Vinícius Santana Amaral, a importância econômica é significativa. “São cerca de 15 mil feirantes com empregos diretos, mas, para uma roupa ficar pronta, ela passa indiretamente pela mão de aproximadamente sete pessoas”. Esse fato, segundo Vinícius Santana, movimenta ainda mais a economia goiana.
Dados surpreendentes confirmam o potencial turístico das feiras especiais. Apenas a Feira Hippie, a maior feira aberta da América Latina, recebe, no período de final de ano, de 80 a 100 mil visitantes semanalmente. A maior parte desses visitantes são atacadistas que compram para revender em suas cidades. Turistas de todo o Brasil lotam os hotéis da região em torno da Feira Hippie. José Uzêda afirma também que esses atacadistas não ficam apenas o fim de semana. Segundo o diretor de Turismo, eles chegam antes na cidade para aproveitar o comércio das lojas que ficam na região da feira.
Turistas de cidades próximas que vêm a passeio no fim de semana, principalmente Brasília, têm como destino certo as feiras da Lua e do Sol. Hotéis da região oeste da capital confirmam essa realidade. O gerente de marketing do Castro’s Park Hotel, Saulo Borges, declara que nenhuma atração é marcada no sábado durante o período das 15 às 18 horas, pois os hospedes tiram esse tempo para passear pela Feira da Lua.